Investimentos estrangeiros no Brasil: empresas têm encontrado cenário promissor no país

Investimentos no Brasil

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Os investimentos estrangeiros no Brasil mais do que dobraram nos dois primeiros meses do ano de 2021. O país se tornou terreno fértil para empresas do mundo todo, que vêm em busca de potenciais consumidores. Entraram, ao todo, US$ 10,8 bilhões em investimentos diretos, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2020, surpreendendo os analistas de mercado.

Quando falamos em consumidores em potencial, estamos nos referindo à metade dos 208 milhões de pessoas que estão na classe média, com acesso a bons níveis de bem-estar e consumo. Esses são dados de 2020, do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional.

Para tornar os números mais claros, nada melhor do que mostrar exemplos reais. Embora imersas em uma crise provocada pela pandemia da Covid-19, empresas como o iFood registraram crescimento de 50% entre março e agosto de 2020. De acordo com o site Consumidor Moderno, em agosto o iFood atingiu a marca de 236 mil restaurantes em sua plataforma em mais de mil cidades e o total de 44,6 milhões de pedidos.

Voltando aos investimentos diretos injetados no Brasil em janeiro e fevereiro, além de gerarem lucro para as empresas, podem vir a gerar empregos para o Brasil. É o que acontece quando projetos de médio e longo prazos são priorizados. Ao chegar ao final de 2021, a estimativa do governo é que haja o ingresso de US$ 60 bilhões.

O cenário promissor coloca o país em condição de igualdade com a Índia e a China, outros dois países emergentes. Esta projeção foi divulgada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório publicado em fevereiro deste ano.

Saiba quais são os setores em crescimento

O Brasil tem aumentado seus investimentos em infraestrutura tecnológica e na qualificação dos seus profissionais. O resultado dessa medida é evidente em setores do mercado que têm alcançado lucros cada vez maiores. O site da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) apresenta essa informação no artigo Setores Prioritários, que cita quais são esses setores. O site da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimento (Apex-Brasil) apresenta essa informaçãono artigo Setores Prioritários, que cita quais são esses setores. Destacamos aqui:

  • Agronegócio: o Brasil tornou-se um dos maiores produtores e exportadores agrícolas do mundo nas últimas duas décadas. O título se deve ao crescimento e investimento em pesquisa de tecnologias de agricultura tropical e desenvolvimento.
  • Automotivo: corresponde a 23% do PIB industrial do país e gera 1,5 milhão de empregos em sua cadeia produtiva. As empresas asiáticas de componentes e autopeças preveem aumento de investimento no Brasil.
  • Energias renováveis: o Brasil é o sétimo país do mundo em investimentos em energia limpa e o sexto mais atraente. A energia eólica já é a fonte de energia elétrica que mais cresce no país.
  • Ciências da vida: o enorme potencial, gastos crescentes na área da saúde e uma população cada vez mais idosa são fatores que vêm atraindo multinacionais.
  • Petróleo e Gás: de acordo com o Panorama Mundial de Petróleo (Word Oil Outlook), publicado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEC), o Brasil será um dos maiores fornecedores de petróleo convencional nas regiões de países em desenvolvimento, na frente de países-membros atuais da OPEC.
  • Infraestrutura: o investimento nessa área quase triplicou nos últimos anos, saltando de R$48,6 bi (USD 15,5 bi) em 2007 para R$130 bi (USD 41,5 bi) em 2014, considerando o capital público e privado.

O crescimento do país nesses setores é um grande holofote para os investidores estrangeiros. Durante a abertura da edição 2019 do Brasil Investment Forum (BIF), realizado em São Paulo, o Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que se o investidor veio para o Brasil é porque além de ser um ambiente seguro, é um mercado que terá alta rentabilidade.

A edição 2021 do BIF será realizada em formato online nos dias 31 de maio e 1 de junho. Vai destacar as oportunidades de investimento nesses setores estratégicos. Na ocasião, serão debatidas melhorias no ambiente de negócios no Brasil.

Como o Brasil permaneceu em ascensão mesmo após crise de 2008

Considerada a pior crise desde 1929, a crise de 2008 foi causada pelo estouro de uma bolha imobiliária nos Estados Unidos. O aumento dos valores dos imóveis não foi acompanhado pelo crescimento da renda da população.

Como vivemos em globalização, a tragédia atingiu todo o mundo, inclusive o Brasil. Apesar das dificuldades enfrentadas, o país permaneceu com boa avaliação. Entre outros dados positivos, houve um aumento de investimentos brasileiros no exterior, e um aumento de investimentos internacionais no país.

Isso foi resultado de medidas tomadas pelo governo brasileiro na época para diminuir os efeitos da crise. Como a intervenção do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio para conter as quedas no mercado financeiro e a concessão de linhas de crédito e financiamentos para a manutenção da produção agrícola e industrial.

Expectativas para os próximos anos

Apesar do destaque e aumento de notícias negativas sobre a economia do Brasil, disseminadas muitas vezes por questões políticas, o Brasil do futuro seguirá em crescimento. É o que afirma o time de especialistas do banco Safra, que credita as previsões positivas ao bom desempenho do setor agropecuário e a robustez das reservas internacionais.

 

Giacomo

Por Giacomo Guarnera, sócio da GSA Advice, que há trinta anos presta consultoria para investidores estrangeiros no Brasil.

Sobre a GSA Advice:

Somos uma empresa de consultoria internacional e gestão temporária voltada a acompanhar e apresentar soluções a investidores estrangeiros, de modo a gerar condições de desenvolverem, administrarem e controlarem seus negócios no Brasil, com uma visão multidisciplinar 360 graus.

 

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